segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Mais lenha!

"...
Benfica-Marítimo. Na grande área dos visitantes, um defesa lança-se para o chão e, inadvertidamente, toca com a mão na bola. O jogo estava empatado. O árbitro mandou seguir.

Sporting-Braga. Na grande área dos visitantes, um defesa lança-se para o chão e, inadvertidamente, toca com a mão na bola. O jogo estava empatado. O árbitro mandou seguir.

Porto-Nacional. Na grande área dos visitantes, um defesa lança-se para o chão e, inadvertidamente, toca com a mão na bola. O jogo estava empatado. O árbitro marcou penalty.

Diz-se que faz falta definir um critério para ajudar a avaliar estes lances. Como é óbvio, o critério já existe. Toda a gente o conhece, e é bem antigo."

In A Bola, por Ricardo Araújo Pereira

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Sorteios Europeus

Boa tarde

Analisando os sorteios europeus, parece-me que duas equipas tiveram pouca sorte nas equipas que lhes calharam: Porto e Nacional. O Sporting e Benfica tem grupos que são relativamente fáceis e onde tem todas as hipóteses de serem primeiros.

Porto:
O sorteio não foi feliz para o Porto, juntamente com o grupo E (Liverpool, Lyon, Fiorentina, Debrecen) o grupo do Porto (D) parece-me aquele que apresenta um grau de dificuldade mais elevado, tanto o Chelsea com o Atlético de Madrid são equipas bastante difíceis. Podia ter calhado ao Porto o grupo G (Sevilha, Rangers, Estugarda, Unirea), mas enfim, é um sorteio e temos de jogar com aquilo que nos calhou.
O Chelsea tem uma verdadeira constelação de estrelas, jogadores do melhor que pode existir no mundo, só para referir alguns: Lampard, Drogba, Ballack, Essien, Deco, Terry, Ricardo Carvalho, A. Cole, etc. E este inicio de época tem dado boas indicações relativamente a esta equipa, a jogarem muito bom futebol.
O Atlético de Madrid é uma equipa que tens grandes individualidades, logo à cabeça Kun Aguero, Forlan, Simão, Maxi Rodriguez, Reyes, mas que tem um sério problema na sua defesa que não compensa o ataque muito forte desta equipa. Parece-me que é uma equipa perfeitamente ao alcance do Porto, tal como se viu no ano passado.
Por fim o APOEL, que para mim é uma perfeita incógnita, acho que nos jogos contra esta equipa o Porto tem obrigação de fazer os 6 pontos possíveis.
Acho que para o Porto conseguir o apuramento tem de fazer um bom arranque já em Stamford Bridge, isso será fundamental para que a equipa consiga o apuramento.

Benfica:
Parece-me que o sorteio foi benéfico para o Benfica, ficaram com o Everton, AEK e BATE. Todas estas equipas parecem-me perfeitamente ao alcance do Benfica.
Tenho a convicção de que o adversário que possa ser mais complicado para o Benfica será o Everton, mas mesmo assim é uma equipa perfeitamente ao alcance do Benfica.
Relativamente ao AEK e BATE, são equipas que eu tenho poucos conhecimentos e das quais espero que o Benfica consiga amealhar os pontos necessários para prosseguir na fase de grupos.

Sporting:
Tal como o Benfica o Sporting teve equipas mais do que ao seu alcance para poder prosseguir a fase de grupos, e estou convicto de que podem arrecadas pontos para a nossa classificação melhorar perante a UEFA, estamos neste momento em 9º, atrás da Ucrânia. No grupo do Sporting temos o Heerenven, Hertha e Ventspils. Todas estas equipas parece-me que são inferiores ao Sporting e dizer que é um grupo difícil, tal como eu já ouvi responsáveis do Benfica dizerem que o grupo onde estão inseridos é difícil, é no mínimo ridículo de se dizer.

Nacional:
Um grupo difícil este do Nacional, o Werder Bremen e o Atlético de Bilbau parecem-me os adversários mais difíceis, e o Áustria de Viena é uma incógnita, mas eu tenho fé neste Nacional, depois de ter eliminado o Zenit acho que pode pensar em coisas boas para esta Liga Europa.

E tenho dito. Comentem.

Abraço,

Fábio

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Mão na bola: Quando é que é falta?

Qual é o critério do árbitro para marcar uma falta quando um jogador joga a bola com a mão? O JN falou com três antigos juízes do futebol português e explica-lhe uma das leis mais polémicas da arbitragem.

A polémica voltou a incendiar o fim-de-semana futebolístico português, com a velha questão da mão na bola. Gesto propositado? Culpa do árbitro? Esses lances têm gerado um constante barulho de fundo, agudizado, agora, com os jogos dos três grandes na última jornada: F. C. Porto e Benfica beneficiaram de penáltis por mão deliberada na bola, enquanto os leões também reclamaram uma sanção semelhante no desafio com o Braga, que o juiz não assinalou.

As leis do jogo têm-se adaptado à evolução do futebol e, nos últimos anos, os árbitros regem-se pela acção deliberada do jogador em jogar a bola com a mão e não pela intencionalidade em alterar a trajectória do esférico. "Deliberado é quando o jogador mexe o braço, ou seja, move o corpo para impedir que a bola passe", explica José Leirós, especialista do JN em arbitragem, adiantando que o critério da intencionalidade era mais subjectivo de avaliar.

Apesar da explicação pragmática, a matéria tem desencadeado sucessivas ondas críticas sobre as decisões dos árbitros. "Esta e a lei do fora-de-jogo são as mais difíceis em termos de interpretação. Mas a lei é clara, o problema é que as pessoas do futebol gostam de interpretar como querem. Em Portugal, não há o fair-play dos campeonatos nórdicos e britânicos", defende Leirós.

O ex-árbitro Paulo Paraty também considera que "a lei está bem escrita, é correcta e não deve ser alterada" pelos intervenientes: "Quando um jogador tem uma acção que não seja natural com o braço para ocupar espaço e jogar a bola, é falta. Por exemplo, um jogador nunca salta ou cai com os braços estendidos. O árbitro tem de avaliar a naturalidade dos movimentos". É daí que resulta a dificuldade dos juízes e de onde vem a consequente polémica. "Mas tenho estado de acordo com a maioria das decisões dos árbitros no que diz respeito a esta matéria", diz Paraty.

No entanto, há situações em que a mão na bola não pode ser vista como um gesto infractor. Quando o jogador procura proteger as zonas sensíveis do corpo, como a cara, num remate à queima-roupa. Ou quando, simplesmente, não mexe o braço e a bola, involuntariamente, lhe vai à mão. "Este fim-de-semana, só o árbitro do Sporting-Braga esteve mal, os juízes do Benfica-Guimarães e do F. C. Porto-Nacional assinalaram bem os penáltis. Os jogadores deviam ter mais formação sobre as leis do jogo. Mas o grande problema são os árbitros de hoje que não andam na arbitragem por devoção ou prazer", salienta o antigo juiz Jorge Coroado.

O que dizem as leis da FIFA sobre estes casos

A punição de um jogador por mão na bola está inserida na Lei 12 das Leis de Jogo da FIFA, associada a um contexto de comportamento antidesportivo se um futebolista "tocar deliberadamente a bola com as mãos ou com os braços - excepto o guarda-redes dentro da sua própria área de grande penalidade". A Lei tem uma interpretação/recomendação, em que o árbitro deve ter em consideração os seguintes critérios: "O movimento da mão na direcção da bola (e não a bola na direcção da mão); a distância entre o adversário e a bola (bola inesperada); a posição da mão não pressupõe necessariamente uma infracção."

in Jornal de Noticias

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Considerações sobre a 2ª Jornada

Boa noite.

Mais uma vez estou aqui para tecer uma breves considerações sobre a jornada número 2.

Sporting-Sp. Braga:
Vi este jogo com algum interesse, queria ver como o Domingos se safava contra um grande e numa equipa que verdade seja dita vem sendo montada desde o tempo do Jesualdo, depois continuada com o Jorge Jesus e agora com o Domingos.
A abordagem táctica do Domingos foi a dos anos anteriores, 4-4-2 em losango, e parece-me ter sido acertada, têm uma defesa forte, um meio campo capaz de levar a equipa para a frente e depois 2 avançados que dão sempre muito trabalho às defesas. O Braga soube fechar bem os espaços ao Sporting, sendo que nesta altura isto não me parece que seja uma tarefa muito árdua, e atacava sempre com perigo. O golo do Alan é de uma execução fantástica, tenho pena que ele no Porto não tenha feito estas habilidades. Parece-me sinceramente que o Braga pode e tem condições para fazer um excelente campeonato, visto já não estar na Liga Europa só tem campeonato, taça da liga e taça de portugal.
Relativamente ao Sporting mais uma vez fiquei desiludido, tirando o Miguel Veloso que parece querer subir o seu rendimento, o resto da equipa não tem ligação nenhuma entre sectores e sofre muitos golos de bola parada, uma coisa que ainda estranhamente não foi corrigido. Continuam a querer apostar em demasia na cantera e não contratam os jogadores necessários para suprimir uma das muitas falhas que a equipa possui. Enfim, a não ser que o Sporting mude muito vejo um futuro muito negro para Paulo Bento.

Vitória-Benfica:
Foi um jogo muito equilibrado, acho que até em oportunidades. Mas parece-me que o Guimarães teve sempre por cima, e criou algumas oportunidades de perigo junto da baliza do Quim.
As melhorias relativamente ao último Guimarães-Benfica da pré-temporada são por demais evidentes, e para este Guimarães fazer uma boa época vai ter que ter um Nuno Assis em grande forma. O Benfica também jogou bem, de realçar o Cardozo ter falhado mais um penalti (no ano passado não falhou nenhuma) e depois acho que num golpe de sorte o Ramires marcou. Já ouvi dizer que o livre que precedeu o golo não existiu realmente falta, tenho de confirmar isso. Mas resumindo: parece-me que o Benfica teve sorte no resultado, mas a sorte também faz parte do jogo.

Porto-Nacional:
Tive a ver o jogo e o Porto jogou bem, pecou foi na finalização. Teve um bom remate inicial por parte do Falcão e depois teve mais uma ou duas oportunidades para poder marcar. E depois surgiu o penalti e toda a história à volta disso. Tenho de dizer que a expulsão do Cléber é justa mas a do outro jogador não me parece, no calor do jogo e da emoção é normal que aja palavras que sejam menos simpáticas, mas em abono da verdade o arbitro também tem de ter em consideração que ele foi o primeiro a errar. Enfim, depois disso, contra 9, o jogo foi um bocado injusto.
Em resumo: espero muito mais do Porto do que aquele que se apresentou contra o Nacional, e tenho a certeza que vai dar muito mais. Mas vamos esperar pelos próximos resultados.

Abraço,

Fábio Pinheiro

Mão embalou a promoção que deu golos

FC Porto 3-0 Nacional

Já se explica o resto direitinho, mas o melhor é avançar sem demoras para o primeiro golo do FC Porto: a bola começou por enrolar na mão de Cléber, e a confusão engrossou depois, com duas expulsões que reduziram o Nacional a pó. De repente, já na fase em que os nervos podiam começar a atrapalhar, o FC Porto viu-se confrontado com uma promoção inesperada, ao jeito de um três-em-um: penálti e dois adversários tirados do caminho. O jogo desencravou-se aí, na grande penalidade marcada por Falcao, embalando depois para um resultado gordo que fica como carimbo final da primeira vitória portista no campeonato.

Puxando o filme atrás, no arranque da tal explicação prometida, os protagonistas são os esperados. Sem Hulk, Jesualdo Ferreira apostou no músculo de Varela e juntou-o ao instinto matador de Falcao. Tal como se previa, Farías acabou sacrificado nesses retoques. Sem ter sido avassalador, o FC Porto fez o suficiente para dominar, mas havia qualquer coisa a encravar-lhe os movimentos. A tentação de olhar para a frente, onde não estava Hulk, só desviaria os olhos do verdadeiro problema, no meio. Raul Meireles oscilava mais do que o costume, alternando bons passes curtos com desatenções que custavam um fio de jogo coerente, e Belluschi dava alguns sinais de desconforto com o posicionamento recuado. É verdade que o argentino compensava com a visão de jogo e que viria até a assumir protagonismo na segunda parte, mas é nos problemas da primeira que ainda estamos.

Para compensar esses movimentos menos eficientes dos médios, atrapalhados também pela dinâmica de Rúben Micael e Salino, os portistas esticavam bem o jogo pelos flancos, sobretudo no lado direito. Fucile era um quebra-cabeças permanente, obrigando Manuel Machado a reconsiderar a aposta que fizera à esquerda. Aliás, o treinador dos madeirenses foi rápido a emendar, trocando Tomasevic por Wellington. Estancar a hemorragia que ele próprio criara, com a aposta em Tomasevic, foi o remédio que lhe sobrou.

Mais dominador, como já se disse, e mais rematador, o FC Porto errava era muito na pontaria. Do outro lado, o Nacional ameaçava, arrancava alguns ataques bem desenhados, pecando também numa finalização pouco convincente que só fazia cócegas a Helton. O empate ao intervalo castigava a ineficácia portista e surgia como sentença lógica.

A segunda parte abriu com um FC Porto igual na forma, mas de conteúdo ligeiramente alterado. Varela aproximava-se de Falcao, abrindo a ala para as corridas de Álvaro Pereira. Belluschi ganhava outro fôlego pelo meio, mantendo o veneno dos passes, mas era Varela quem animava verdadeiramente o jogo. Uma, duas, três vezes. Tanto bateu que até furou, estando na origem da grande penalidade. Por pouco, diga-se: Rodríguez já estava pronto a entrar, só esperava pela interrupção do jogo, e duvida-se que o escolhido para sair tenha mudado com o golo. O público não parece ter gostado da opção de Jesualdo Ferreira, assobiando o sacrifício de Varela.

Daqui para a frente - e o "aqui" inclui o primeiro golo, mais a consequente superioridade numérica -, o jogo foi outro. O Nacional não tinha Rúben Micael, entretanto substituído, e as forças, depois da desgastante noite europeia com o Zenit, escasseavam. O FC Porto, esse, ganhou asas na tranquilidade conferida pelo golo de Falcao, inclinando-se até à área de Bracalli. Daí aos golos que faltam foi um instantinho: o segundo começou nos pés de Belluschi, ganhou corpo na cabeça de Falcao e concretizou-se num desvio de Rolando; o terceiro foi fabricado e concluído por duas das apostas de Jesualdo e na ordem inversa ao que parecerá mais lógico: Farías assistiu e Rodríguez assinou, num duplo regresso - aos relvados e aos golos. Com Valeri em campo, os portistas aproveitavam o tempo que sobrava para experimentarem o 4-4-2, num ensaio desnivelado, porque o Nacional só tinha nove em campo e estava apenas interessado em abreviar o ponto final no jogo.

in O Jogo

terça-feira, 18 de agosto de 2009

E assim vai o "Xistrema".

O campeonato mal começou e já começaram as trapalhadas e os escândalos. Bem se vê que já há gente a tentar arrumar o campeonato logo nas primeiras jornadas. No jornal "O Jogo" traçam uma série de considerações sobre as quais vale a pena ler e meditar.

«Carlos Xistra, Hulk e a trapalhada na Liga

FERNANDO SANTOS

O Paços de Ferreira-FC Porto promete polémica - e da forte. No estádio ou pela televisão, o País viu Carlos Xistra mostrar a Hulk um segundo amarelo, seguido de vermelho. E afinal…

A conclusão geral de que Hulk foi mais cedo para o balneário mercê de um duplo amarelo, soube-se ontem, era precipitada.

Espanto dos espantos: Carlos Xistra elaborou um relatório (o verdadeiro poder discricionário dos árbitros) que pode agravar a moldura disciplinar a aplicar a Hulk, já que o considerou alvo de vermelho directo por insultos proferidos nos segundos imediatos ao levantar do cartão amarelo.

Carlos Xistra, admite-se, pôs um primeiro fósforo num campeonato que se adivinha um barril de pólvora. O árbitro não só não fez o que lhe competia, isto é, informar os capitães das equipas de que Hulk ia mais cedo para o balneário por vermelho directo, mas também se terá fechado em copas no momento de os delegados ao jogo assinarem a ficha do Paços de Ferreira-FC Porto.

Carlos Xistra arranjou uma baralhação susceptível de ser adjectivada de "cirúrgica" - e a própria Liga passou o dia de ontem de bisturi em acção no seu sítio oficial para chegar a uma ficha de jogo fidedigna. Primeiro inscreveu o que toda a gente viu, um duplo amarelo a Hulk, depois passou-o a vermelho directo, voltou à primeira forma e terminou a noite outra vez com o vermelho!


A barafunda era dispensável logo na primeira jornada do campeonato. Os próximos capítulos prometem ser imperdíveis.»

«Ficha do Paços-FC Porto mudou quatro vezes no site da Liga

A confusão sobre o cartão mostrado a Hulk infectou o sítio oficial da Liga. Ao longo do dia de ontem, a ficha do Paços-FC Porto foi sofrendo alterações cirúrgicas. Se, até cerca das 18h30, Hulk tinha sido expulso por acumulação de amarelos, a partir dessa hora passou a expulso por vermelho directo. Por volta das 21h00, a ficha voltava a acusar acumulação de cartões amarelos, para cerca das 22h30 insistir no vermelho directo. À hora do fecho desta edição, era essa a versão que valia.»

Lei manda repetir penalty de Cardozo

Soares Dias falhou ao não sancionar Miguelito e Coentrão por terem violado o perímetro restrito ao marcador, no penalty defendido por Peçanha. A lei diz que, quer a bola entre quer não, o castigo máximo tem de ser repetido

Jogo complicado para Artur Soares Dias, na Luz. O árbitro do Porto, além do erro que cometeu ao não assinalar uma grande-penalidade contra o Marítimo, quando estavam decorridos dois minutos do tempo de compensação na segunda parte, por mão de Fernando, esteve ainda envolvido num caso aparentemente inexplicável, porque viu tudo o que aconteceu e nada fez.

Aos 75 minutos, quando Óscar Cardozo bateu o penalty que viria a ser defendido por Peçanha, Miguelito (Nacional) e Fábio Coentrão (Benfica) estavam a cerca de três metros do marcador, quando eram obrigados a estar a 9,15 metros. Nestes casos, quando se verifica uma infracção cometida por jogadores das duas equipas, a lei (ver página 125 do regulamento) manda que o castigo máximo seja obrigatoriamente repetido, quer a bola entre ou não. Ou seja, se Cardozo tem feito golo naquele momento, a grande penalidade deveria também ser repetida, em função do posicionamento irregular de Miguelito e Fábio Coentrão.

Trata-se de um erro grave de Artur Soares Dias, que está a ver perfeitamente os dois infractores, nada discretos, que já estão na mesma linha do árbitro quando o paraguaio Tacuara bate a bola.

in A Bola

Carlitos critíca Carlos Xistra

Revolta no balneário do Paços de Ferreira após o final da partida com o FC Porto. A maioria dos jogadores correu em direcção às câmaras da SportTV para ver ao pormenor um dos últimos lances do encontro, concretamente aquele em que Carlitos seguia isolado para a baliza e viu ser-lhe mal assinalado um off-side.

Houve muita contestação por parte do técnico Paulo Sérgio, sentimento que acabou por se estender aos jogadores em pleno relvado e já fora dele. Carlitos, o protagonista da jogada polémica que poderia ter dado os três pontos ao conjunto da Mata Real, revela que foi «frustrante ver nas imagens» que estava em posição legal: «Aliás, mesmo no terreno de jogo tive essa ideia, pois parti em linha com o Fucile e as leis determinam que o árbitro, nestes casos específicos, beneficiem o atacante. O árbitro acabou por ter influência directa no resultado, pois decidiu seguir as indicações do assistente. Foi uma pena, porque merecíamos ter marcado mais um golo, já que realizámos uma excelente partida e obrigámos o FC Porto a cometer muitos erros.»

A lista de críticas do dianteiro contratado no defeso à Oliveirense, da Liga Vitalis, não se fica por aqui. «Tenho a certeza de que se fosse ao contrário, um lance na direcção da baliza do Paços de Ferreira, o árbitro tinha mandado seguir. Há um sentimento de impotência dos clubes pequenos, que são muitas vezes prejudicados contra os grandes e quase tudo passa impune», acusa.

in A Bola

Afinal, Hulk viu vermelho directo

Minuto 56 do jogo da primeira jornada do campeonato entre o Paços de Ferreira-FC Porto no Estádio da Mata Real. Hulk tem uma entrada por trás sobre Danielson, e Carlos Xistra mostra-lhe o segundo cartão amarelo da tarde, logo seguido do vermelho. Dedução básica de toda a gente que assistiu ao jogo, reflectida de resto em todas as crónicas e fichas da partida: Hulk foi expulso por acumulação de cartões amarelos. Uma dedução errada, soube-se ontem. Afinal, Carlos Xistra considerou que o vermelho mostrado ao brasileiro foi directo, o que se terá ficado a dever às palavras injuriosas que o jogador lhe dirigiu nos instantes entre a mostragem do amarelo e o consequente vermelho.

Ora, aquilo que parece um detalhe irrelevante à partida - afinal, o jogador acabou expulso de qualquer das formas - pode na realidade fazer toda a diferença, desde logo porque a moldura penal se agrava consideravelmente.

Se, no caso da mostragem de cartão vermelho por acumulação de cartões amarelos, está em causa o artigo 130º do Regulamento Disciplinar - que, no seu número 5, prevê um jogo de suspensão e multa de 150 euros -, no caso de vermelho directo por uso de expressões de carácter injurioso, difamatório ou grosseiro contra a equipa de arbitragem está em causa o artigo 126º, que, logo no seu número 1, prevê a suspensão de um a quatro jogos e multa de 500 a cinco mil euros.

Por outras palavras, Hulk corre o risco de falhar os próximos quatro jogos do FC Porto, embora seja improvável a aplicação, por parte da CD da Liga, da moldura penal mais pesada, até porque esta é a primeira vez que o brasileiro é expulso em jogos a contar para o campeonato e não existem outras circunstâncias agravantes.

Sublinhe-se que, ainda de acordo com o ponto 9 do artigo 130º do Regulamento Disciplinar da Liga, o amarelo visto por Hulk ainda durante a primeira parte do jogo não conta para efeitos de acumulação de cartões. Ainda assim, certo desde já é que Hulk não será opção para Jesualdo Ferreira no jogo com o Nacional da Madeira, a contar para a segunda jornada do campeonato. Se a ausência do brasileiro se vai prolongar por mais um, dois ou três jogos, cabe à CD da Liga decidir. Uma decisão que deverá ser conhecida hoje e que poderá ter efeitos consideráveis no arranque do FC Porto para a defesa do tetracampeonato.

in O Jogo

Abordagem à 1ª Jornada

A 1ª jornada acabou hoje com o empate entre um Setúbal em construção mas sem dinheiro e um Guimarães que ainda não se encontrou muito bem. De realçar é que dos 8 jogos realizados só houve uma equipa que ganhou, Sp. Braga, o resto foi tudo corrido a empates, algo que deve ser inédito.

Abordando agora os 3 grandes, que são aqueles mais importantes: (vou falar por ordem cronológica no tempo)

- Sporting: pelo que vi e li sobre o jogo foi um Sporting sem ideias na 1ª parte e completamente dominado por um Nacional que pratica um excelente futebol; na 2ª parte, e a perder o Sporting vestiu o fato de macaco e com alguma sorte à mistura chegou ao empate, pelo que disse o grande Professor Manuel Machado o empate adequa-se aquilo que se passou dentro das 4 linhas. De destacar neste jogo é o facto de o Sporting continuar a não ter um meio campo capaz de fornecer jogo aos avançados, embora o Liedson não esteja propriamente em forma, quando servido com qualidade é um jogador muito perigoso. O jogo contra a Fiorentina é já amanhã e ou muito me engano o Sporting não me parece ser capaz de ultrapassar esta eliminatória. Estamos falados relativamente ao Sporting, e já me alonguei bastante. :)

-Porto: assisti ao jogo numa tv de qualidade, até deu para ver o Bruno Alves a mandar uma bisga e com um detalhe tal que até deu para entender a cor da bisga, enfim não me vou alongar. :) Na 1ª parte o Paços de Ferreira teve a felicidade de fazer um golo, sendo que este foi um auto-golo, quando até à altura tinha feito 2 remates mas sem o perigo suficiente para merecer a vantagem. Depois do golo houve uma reacção, embora muito ténue, por parte do Porto, e onde se notou a falta de alguém que comande o jogo em condições. O Belluschi fez um bom jogo, mas sozinho é complicado fazer tudo, o Tecla sem bola não faz nada, e ela poucas vezes chegava a ele em condições; Mariano correu muito e ajudou a equipa, mas sem grande eficácia, quer na hora do cruzamento quer na hora da finalização. No final da 2ª parte houve uma oportunidade flagrante por parte do Porto que o Hulk não soube aproveitar. A entrada do Falcão parece-me que veio dar maior vivacidade ao ataque do Porto, e ele acabou por marcar um golo de excelente execução técnica. No final do jogo houve um fora-de-jogo, que me pareceu mal assinalado ao Paços e que podia ter dado a vitória, mas na minha opinião o Paços não merecia ganhar.

Depois chegamos ao caso do jogo: a expulsão de Hulk. Muitos podem dizer que foi bem expulso, outros podem dizer o contrário. Vamos então tentar perceber o porquê da expulsão do Hulk, um jogador de futebol por mais frio que seja tem limites, e parece-me que nesta altura os limites do Hulk foram ultrapassados, a quantidade de faltas que fazem sobre o rapaz é inacreditável, até parece mentira e os árbitros tem sempre a tendência de não as marcar, e ainda não se percebeu muito bem porquê. Sendo assim, um jogador vendo que é constantemente massacrado com faltas atinge um limite. Mas se virem bem as imagens o Hulk não diz para o árbitro directamente nenhum nome, não o insulta, ele vira-se para o lado e fala as asneiras todas que tem para falar, por isso o árbitro não pode interpretar isso como um insulto, ele não se dirigiu directamente para ele; enquanto que jogadores do Paços de Ferreira falaram directamente para o árbitro e não viram nem um cartão amarelo. No 2º segundo amarelo se repararem bem nas imagens o Hulk toca primeiro na bola e depois no jogador, e ainda mais não pode ser considerado uma tesouro visto que uma tesoura é abrir as pernas e depois chegar em forma de tesoura, coisa que o Hulk não fez. Bem resumindo, na minha opinião é um desperdício o Hulk estar num campeonato onde não é minimamente protegido, por isso a melhor solução é ele ir para um campeonato onde possa progredir e seja minimamente protegido, por exemplo no campeonato inglês.

Tenho de destacar as palavras do Jesualdo que no final do jogo disse qualquer coisa parecida com isto, que o jogo tinha sido mal jogado e muita luta. Isto como portista preocupa-me, o Porto não pode ir ao campo do Paços de Ferreira, sem desrespeito para com o clube, e lutar muito, tem antes de mais saber criar oportunidades para marcar golos, coisa que foi rara, e saber dominar um adversário que é mais fraco. Uma equipa que está a perder não pode tirar o único médio criativo, Belluschi, e colocar um médio defensivo, Tomás Costa. No banco tinha o Valeri para dar criatividade ao meio campo e tentar organizar as ideias de uma equipa sem ideias e sem fio de jogo, preocupa-me o facto de o Jesualdo não mexer na equipa atempadamente e dar mau resultado.

-Benfica: assisti ao jogo e não existe muito a dizer, o Benfica atacou, atacou, atacou, e o Peçanha defendeu, defendeu, defendeu. Um resultado injusto pela quantidade de oportunidades criadas, sendo que o Marítimo teve duas oportunidades, um remate perigoso e um penalti. Mas também tem de ser dar os parabéns ao Marítimo pela maneira como soube defender a vantagem.

Abraço,

Fábio

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O futebol analisado do ponto de vista económico

"Os números do futebol, analisados pelo economista Stefan Szymanski e
pelo jornalista de desporto Simon Kuper, revelam factos surpreendentes.
E derrubam muitos mitos da modalidade.

Afinal, o futebol não é um grande negócio. Nem um bom negócio. E há
dúvidas de que seja um negócio. "O negócio do futebol é o futebol".

É um grande negócio

Basta comparar os clubes com as cotadas. Ou o Real Madrid com a Shell

Na temporada 2008/2009, o Real Madrid liderou o "ranking" Football Money
League elaborado pela consultora Deloitte, com receitas de 325 milhões
de libras (cerca de 379 milhões de euros). Um valor "simpático" mas
muito pequeno quando comparado com o da maior empresa cotada na bolsa
londrina. A Royal Dutch Shell encerrou 2008 com receitas de 458 mil
milhões de dólares (323 mil milhões de euros).

Os autores sublinham ainda que no futebol, ao contrário do que acontece
noutros negócios, os clubes são classificados pelas receitas, e não pelo
lucros ou pelo valor de mercado. "Na verdade, nenhum destes métodos
funciona no futebol". Por "excelentes razões", a maior parte dos clubes
nem sequer está cotada em bolsa, e, se a Deloitte os classificasse pelos
lucros, os resultados seriam "embaraçosos".

É um bom negócio

Perto de metade dos clubes já passou por processos de insolvência

O futebol não é apenas um pequeno negócio. É também um mau negócio.
"Qualquer pessoa que passe algum tempo dentro do mundo do futebol
rapidamente descobre que, tal como o petróleo faz parte do negócio
petrolífero, a estupidez faz parte do negócio futebolístico". Quem está
a gerir os clubes de futebol não domina as técnicas da gestão. E muitas
das ideias de negócios implementadas são impostas pelo exterior.

Como aconteceu no início dos anos 90 com o Relatório Taylor, que obrigou
os clubes a renovarem os seus estádios. "Era uma ideia de negócio
óbvia." "Não admira que entre 1992 e Maio de 2008, mesmo antes do
colapso financeiro, 40 dos 92 clubes profissionais de Inglaterra tenham
estado envolvidos em processos de insolvência, alguns mais do que uma vez".

É um negócio

Os autores do livro têm dúvidas

Depois de concluírem que o futebol não é um grande negócio, nem um bom
negócio, Simon Kuper e Stefan Szymanski ficam com dúvidas. Será que o
futebol é mesmo um negócio? Os autores olham para o exemplo de Alan
Sugar, que em 1991 se tornou presidente do Tottenham. O seu objectivo?
Conseguir que o clube vivesse com os meios de que dispunha. Nem pensar
em transferências milionárias.

"Ele manteve a sua palavra". Mas dez anos mais tarde, os fãs odiavam-no,
o clube só tinha conseguido ganhar uma Taça da Liga e passou a maior
parte do tempo no meio da tabela. E conseguiu apenas um lucro de 2
milhões de libras por ano nos primeiro seis anos. Gerir uma equipa de
futebol com o objectivo de fazer dinheiro é uma causa perdida. Os lucros
privam o clube de dinheiro que poderia ser gasto na equipa. "O negócio
do futebol é futebol".

É um negócio instável

Os clubes raramente vão à falência

Em 1923 a Liga Inglesa de Futebol era formada por 88 clubes. 84 anos
mais tarde, na temporada 2007/08, 97% dessas equipas ainda existiam. E a
maioria delas (48) permanecia na mesma divisão. O mesmo não se pode
dizer das 100 maiores empresas do mundo. Nas últimas oito décadas, quase
metade desapareceu. Enquanto outras mudaram de sector ou de localização.

"Quase todos os clubes profissionais de Inglaterra sobreviveram à Grande
Depressão, à II Guerra Mundial, a recessões, directores corruptos e
gestores pavorosos. É uma história de estabilidade extraordinária".
"Apesar de serem geridos de forma incompetente, são um dos negócios mais
estáveis ao cimo da Terra", concluem Kuper e Szymanski.

Transferências milionárias não implicam bons desempenhos

O desempenho de uma equipa depende mais do valor dos salários

O jogador português Cristiano Ronaldo foi, este ano, protagonista da
mais cara transferência do futebol mundial. Este facto, por si só, não
garante, no entanto, que o Real Madrid venha a ter um desempenho
superior ao de outras equipas. Kuper e Szymanski analisaram as
transferências e os salários pagos aos jogadores de 40 clubes ingleses,
entre 1987 e 1997, e concluíram que o valor das transferências não tem
muito impacto no desempenho da equipa e no lugar que esta vai ocupar no
campeonato.

O que faz mesmo a diferença são os salários pagos aos jogadores. Quanto
mais elevados forem os salários, mais elevado será o lugar que a equipa
vai ocupar na tabela de resultados. "Enquanto o mercado de salários é
muito eficiente - quanto melhor for o jogador, mais ganha -, o das
transferências é ineficiente.

A maior parte das vezes, os clubes compram os jogadores errados." Como
aconteceu com o AC Milan em 1983. O clube italiano comprou Luther
Blisset ao Watford por 1 milhão de libras. Mas, na verdade, queria
comprar o colega John Barnes. Blisset passou "um ano infeliz em Milão"
antes de regressar a Watford por metade do valor que o Milan tinha pago
por ele.


Bons jogadores dão bons treinadores

A melhor prova de que é um mito é o sucesso de José Mourinho

Quando chega a hora de escolher o novo treinador, as equipas fazem,
quase sempre, uma opção conservadora: é sempre um homem - "toda a
indústria discrimina ilegalmente as mulheres" -, branco, com um corte de
cabelo conservador, entre 35 e 60 anos e antigo jogador profissional.
Assim, mesmo que a equipa falhe os objectivos, as críticas serão menores
e "ao menos falharam da forma tradicional".

No entanto, não há "evidências" de que um bom jogador seja um bom
treinador. Exemplos disso são Arrigo Sacchi, que treinou o Milan entre
1987 e 1991 e a selecção italiana entre 1991 e 1996, e José Mourinho, "o
mais bem sucedido treinador da história do futebol".

Quando o antigo treinador do Milan Carlo Ancelotti destacou o modesto
desempenho de Mourinho como jogador, o treinador não deixou de reagir,
dizendo: "Não vejo a ligação. O meu dentista é o melhor do mundo e, até
agora, nunca teve uma dor de dentes". E qual o segredo para um jogador
falhado ser um bom treinador? "Mais tempo para estudar", esclareceu
Mourinho.

Simon Kuper e Stefan Szymanski

Simon Kuper é jornalista de desporto no "Financial Times". Stefan
Szymanski é economista e dá aulas na Cass Business School, em Londres.
Conheceram-se em Istambul, onde estavam para participar no Congresso
Ciência e Desporto organizado pelo clube de futebol turco Fenerbahce.
Stefan, que vive em Londres, e Simon, que vive em Paris, passaram um ano

a analisar os números do futebol. Estranharam a aversão do jogo "ao
estudo dos números". Mas "talvez algumas pessoas não queiram que a sua
relação emocional com o futebol seja manchada pelos nossos cálculos
racionais. Por outro lado, da próxima vez que a Inglaterra falhar um
penalty nos quartos-de-final de um Campeonato do Mundo, algumas pessoas
vão atirar as cervejas contra a televisão, enquanto outras vão temperar
o seu desapontamento com algumas reflexões sobre a teoria das
probabilidades."

in Jornal de Negócios (link para a notícia)

A partir desta análise podemos tirar uma conclusão, temos que aumentar os salários dos jogadores. Esta época vai ser difícil. Interessante a visão sobre os dois portugueses presentes na análise.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Proprietário do Bétis não perdoa Ricardo

Ricardo fica ligado à péssima época passada e em Sevilha nem o querem para terceiro guarda-redes.

MADRID - Ricardo não faz parte dos planos do Bétis para a nova época. O guarda-redes foi colocado na lista de dispensas do clube andaluz, nem sequer tendo viajado para La Manga, onde o Bétis vai realizar novo estágio de preparação para a II Liga espanhola.

Em queda livre, Ricardo passa pelo pior momento da carreira. Titular da baliza da Selecção Nacional no Euro-2004, Mundial-2006 e Euro-2008, está sem clube, dois anos depois do Bétis ter investido três milhões de euros.

Depois de recuperar a titularidade a Casto, fica, porém, irremediavelmente ligado ao dramático prelúdio, com o Bétis a ser despromovido.

Vamos a factos: num desafio contra o Numancia provocou um penalty que o proprietário do clube, Ruiz de Lopera, nunca lhe perdoou. «Ricardo tem culpa de estarmos na II Divisão. Provocou, sem necessidade, um penalty. Perdemos dois pontos que poderiam ter garantido a salvação», acusou o presidente do clube.

Tudo se complicou ainda mais com a chegada do novo treinador, António Tapia, que trouxe consigo Goitia, guarda-redes da sua confiança, relegando Ricardo para terceira opção.

As poucas dúvidas que tinha o treinador desapareceram, escoradas na decisão dos dirigentes: Ricardo nem como terceiro. Encontrar colocação para ele não será fácil, tendo em conta as exibições e o que ganha anualmente: 1,5 milhões de euros.

in A Bola

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Selecção Nacional

Boa noite,

Como tinha falado anteriormente neste blog será falada a actualidade desportiva, e como é evidente não se podia deixar passar em branco o amigável realizado ontem por Portugal contra o Liechtenstein. Eu vi a 1ª parte, e confesso que os 30 minutos iniciais gostei, mas depois acho que o ritmo baixou e foi evidente que não quiseram marcar mais, enfim um bom teste antes dos importantes desafios com a Dinamarca e Hungria.
Eu sempre fui contra o Scolari, isto deve-se em grande parte a três coisas:
1º. a não convocação do Vítor Baía quando ele estava no auge da carreira, tinha sido considerado o melhor guarda redes europeu;
2º. a teimosia no jogo inaugural do Euro 2004, em que não colocou nenhum jogador, aliás, acho que colocou só, da equipa que tinha sido campeã europeia;
3º. ter perdido numa mesma competição duas vezes com a mesma equipa, quando essa mesma equipa tinha sido bem estudada, e além do mais no ano seguinte para a qualificação do mundial nem sequer foi apurada, para verem como era grande equipa.

Posto isto, sou favorável à vinda do Carlos Queiroz, e acho que ele precisa de tempo, coisa que não tem, para fazer a profunda reforma que precisa ser feita no futebol português, principalmente ao nível das camadas jovens.

Neste particular deu para notar que nos falta jogadores para duas posições: defesa esquerdo e ponta de lança. O Duda não é defesa esquerdo, é uma adaptação, que contra equipas mais fortes pode dar mau resultado, e depois o ponta de lança é evidente que o Hugo Almeida, ou mesmo Nuno Gomes não dão conta do recado, talvez o Liedson possa resolver esse problema. De resto acho que estamos bem servidos, vamos ver como corre agora contra a Dinamarca e a Hungria.

Força Portugal.

Abraço,

Fábio

Mais um bocado de veneno!!!

Cá vem mais uma vez o Venenoso, o Cego, o Irracional..

Desta vez trago uma daquelas queixinhas da escola primária, mas vi esta situação num blog de benfiquista, obviamente, e decidi partilhar convosco!

Isto vem da analise das imagens televisivas do primeiro golo do fcp...

Antes de me insultarem, (lol), deixem-me tecer alguns comentários:

  • Como já referi anteriormente, não vi o jogo nem os resumos, apenas vi os golos na net, e por estas imagens não consigo perceber se é mesmo pontapé de baliza;
  • As imagens não esclarecem totalmente, se a bola sai da área ou não. Desta forma em tempo real será impossível perceber esta mesma situação se bem que o o posicionamento do fiscal de linha deveria ser em linha com o defesa do Paços e assim ter linha de visão privilegiada para avaliar o lance, algo que também não conseguimos perceber...
A confirmar-se o pontapé de baliza e se a bola não saiu totalmente da área, ou seja, se não ultrapassou completamente a linha, antes do jogador do Paços a ter atrasado de novo para o Cássio, o jogo deveria ser automaticamente interrompido...


Reflexão sobre o Mantorras


No post do Rodolfo sobre o 'Tecla', o mr. Rabaça veio falar de um jogador de nome Mantorras.

O angolano, amuleto do 3º Anel, parece-me condenado a ver os jogos no sofá esta época! Quer-me parecer até o 9 não levou Guia de Marcha de JJ porque LFV não permite, uma espécie de pagamento pelos erros cometidos pelo departamento médico do clube, que lhe arruinou a carreira futebolística.

Já se passou muito tempo depois desse erro e, quanto a mim, o Benfica nada deve a Pedro Mantorras! O angolano foi muito importante no título em 2005, marcou golos decisivos e galvaniza os adeptos quando entra. Mas não mais que isso. O Sport Lisboa e Benfica não se pode prender a este tipo de coisas! Não pode ter no plantel um jogador que só aguenta 20 minutos de jogo. Não pode ser!

O jogador por vezes parece-me uma metáfora do próprio clube: todos sabemos da força e da qualidade do mesmo, mas por incompetência ou erros alheios não chegará mais além... Quando aparece é o alvorosso! A cada golo é a loucura, mas sabemos que é sol de pouca dura... Todos os Benfiquistas desejam secretamente que Mantorras cumpra o seu destino, mas caem na real a cada jogo não jogado, sabem que a sua carreira já acabou...

JJ percebeu, creio eu, que não pode contar com Pedro Mantorras e como tal temos 5 avançados no plantel. O 9 aparecerá num caso de emergência ou na celebração no final da época se esta acontecer! Senão, como se explica a não dispensa do jogador, quando comparado com Jorge Ribeiro ou Fellipe Bastos com muitos mais minutos na "pré-época"?!

Pedro Mantorras foi um brilhante jogador. Não me esqueço da íncrivel1ª temporada que fez com a camisola do Benfica! E o seu destino era a grandeza no futebol europeu, já que o seu talento era enorme, demasiado para o futebol português, que não o soube proteger da maldade de muitos defesas que cá andavam!

Por isso entendo o Hulk e o fcp quando pedem protecção aos árbitros, sobre as entradas dos adversários. São jogadores com características semelhantes, embora o Brasileiro tenha mais capado, e as constanstes pancadas que leva poderão começar a desgastá-lo. A célebre frase do "deixem jogar o Mantorras" não apareceu por acaso...

O Benfica não o soube proteger! Os arbitros não o souberem proteger! Embora já tenha aqui dito que achava que falta qualquer coisa ao Hulk para ser um grandissimo jogador, não gostava de ver novamente perder-se um jogador devido aos caceteiros que jogam no campeonato português.

Um Abraço,
Zeca

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Liga portuguesa é o campeonato europeu com mais lucro na transacção de jogadores

O campeonato português exibe, para já, o maior saldo positivo, de todas as ligas europeias, na compra e venda de futebolistas a clubes estrangeiros, durante a pré-temporada, com um balanço de cerca de 31 milhões de euros.

Com o mercado das transferências a terminar no final de Agosto, Portugal é o país que mais lucro apresenta na transacção de jogadores com equipas de outras ligas, muito por "culpa" do FC Porto, enquanto a Espanha é o país com a balança comercial mais desequilibrada, principalmente devido à "veia" gastadora do Real Madrid.

Desde da reabertura do mercado, o campeonato luso já somou 78 milhões de euros na transferência de futebolistas para o estrangeiro, valor que os "dragões" contribuíram com 84 por cento (65 milhões), e gastou perto de 47 milhões em novas "caras", com destaque para os investimentos do Benfica (23 milhões) e dos "dragões" (19 milhões).

O FC Porto, que "despachou" Lisandro Lopez (24 milhões, Lyon), Lucho Gonzalez (18 milhões, Marselha) e Cissokho (15 milhões, Lyon), é mesmo o terceiro clube europeu que mais dinheiro recebeu pela vendas de jogadores, sendo apenas batido pelo Manchester United (103 milhões) e AC Milan (80 milhões).

Na luta dos "grandes", o Benfica contribuiu com três milhões e meio de euros, com saída do grego Katsouranis para o Hamburgo, e apostou forte nas aquisições de Ramires (sete milhões e meio), Javi Garcia (sete milhões) e Saviola (cinco milhões), enquanto o Sporting não cedeu qualquer jogador e apenas contratou Matias Fernandez (três milhões e meio).

Além dos três principais clubes portugueses, o Nacional da Madeira ajudou igualmente a balança comercial da Liga, com a saída do brasileiro Nené para o Cagliari, por quatro milhões de euros, assim como o Sporting de Braga que "encheu" os cofres com a transferência de Luís Aguiar para o Dínamo de Moscovo, por três milhões.

Os números colocam a liga portuguesa com o balanço mais positivo de todos os campeonatos europeus, à frente da Holanda (25 milhões) e Sérvia (18 milhões), e é apenas batida pela Argentina, que já arrecadou perto de 45 milhões euros.

Do lado oposto, o campeonato espanhol aparece com um balanço pesado de perto -300 milhões de euros, montante esse resultado das contratações "galácticas" do Real Madrid, mas que também teve a contribuição do FC Barcelona.

O clube merengue gastou mais de 240 milhões de euros em reforços e transformou Cristiano Ronaldo no futebolista mais caro da história, ao pagar 94 milhões ao Manchester United pela sua aquisição, além de ter gasto 65 milhões em Kaká, 35 milhões em Benzema e 30 milhões em Xabi Alonso.

Apesar de não querer demonstrar o poderio financeiro do eterno rival, o FC Barcelona completou um negócio avaliado em 66 milhões de euros para obter o sueco Zlatan Ibrahimovic, o que fez elevar o montante de compras de jogadores em Espanha para os 400 milhões, amortizados por perto de 100 milhões obtidos em vendas.

O campeonato alemão aparece também com um saldo negativo (-55 milhões), assim como a italiano (-40 milhões) e o inglês (-25 milhões) que, apesar de ter tido o contributo da saída milionária de Ronaldo, aparece com um balanço negativa.

in O Jogo

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Como é Belo este momento!!!

A estatística diz que Tecla é mesmo goleador

Somando os minutos de campeonato de Farías nas duas últimas épocas, a parcela é curta: 1629 (se jogasse todos os jogos e sempre os 90 minutos, teria 5400 minutos nas pernas, só para se ter uma ideia...). Mas, dividindo os 16 golos que apontou pelos minutos que efectivamente jogos, descobre-se que Tecla marcou um golo por cada 101 minutos e pouco de utilização. Ou seja, arredondando as contas, até dá quase um golo por jogo... completo.

in O Jogo

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

O nosso Campeonato!

Vamos então ver como é a realidade desta época.

Campeonato do Benfica: Porto, Sporting, Nacional, Braga, Leixões, Académica, Guimarães, Marítimo, Paços de Ferreira, Rio Ave, Naval, Setúbal, Belenenses, Olhanense, Leiria

Explicação: Já sabemos como é: adeptos benfiquistas a serem o abono de família de vários clubes, (nunca mais me esqueço dos 35 euros que me queriam roubar para entrar no estádio dos arcos em vila do conde...) mas mesmo assim estádio cheios, com estes clubes à procura da vitória das suas vidas e os seus adeptos a cantar o famoso cântico "fdp SLB" em vez de apoiarem a sua equipa.

Campeonato do Sporting: Benfica

Explicação: "O que interessa não é ficar em primeiro. É ficar à frente do Benfica!" Conhecem algum sportinguista que não pense assim? Pois, eu também não.

Campeonato do Porto: Sporting, Benfica, Nacional, Braga, Leixões, Académica, Guimarães, Marítimo, Paços de Ferreia, Rio Ave, Naval, Setúbal, Belenenses, Olhanense, Leiria

Explicação:

Sporting - O projecto Roquette continua em força desta vez com Bettencourt à cabeça. O que interessa é ficar à frente do Benfica. Conhecem algum clube denominado "grande" em qualquer país, contente por ser tetra-vice-campeão?

Braga - É Salvador, é Domingos, são jogadores emprestados ou dados em catadupa, são críticas constantes ao SLB.

Leixões - José "fóculporto" Mota, um senhor às direitas, mesmo sem boné, não consegue esconder o ser portismo. Quando perde com o SLB, mesmo que seja por 4 ou 5, sente-se prejudicado, e faz questão de o afirmar. Quando ganha ao fcp, quase pede desculpa.

Paços de Ferreira - tenho um carinho especial pelos Palhaços de Ferreira. É ver a "atitude" que têm nos jogos com Benfica e compara-la com os jogos em que defrontam quem lhes dá de comer.

Setúbal - Não chegava os jogadores postos lá para "rodar" como metem lá o todo poderoso adjunto Carlinhos Azenha... já devem ser 40 anos sem o fcp perder pontos no Sado. Até escolhem as Antas para ir jogar com o SLB, quando o seu estádio está interdito.

Belenenses - Trocas de galhardetes, beijos e abraços por causa do Pepe e um speaker que tece olés a Pinto da Costa.

Olhanense - 5 ou 6 emprestados pelo Papa, o "Bicho" Jorge Bosta e ainda a gripe suína. De onde julgam que vem a gripe?

Leiria - Bartolomeu, o p*tanheiro leiriense, aprendiz do Jorge Nuno, com quem confraterniza nas casas de alterne deste país.

Chamem-lhe perseguição, chamem-lhe inveja, chamem o que quiseram... a "estrutura" está montada, não interessa quanto o Benfica invista em jogadores, treinadores, não interessa o entusiasmo do povo, não interessa o futebol apresentado, nada interessa! Todos os clubes continuarão a ser prejudicados e beneficiados pelas arbitragens, e aqui interessará ver as alturas e a conjuntura da situação que se vive no momento em que elas ocorram...

Abertura da Época 09/10

A época futebolística começou, como é normal começou com uma vitória do Porto.
Os traços gerais deste jogo podem resumir-se a uma equipa que deu bastante luta, o Paços de Ferreira, e outra que tinha o jogo completamente controlado, Porto. Foi notório a diferença de qualidade entre as equipas, mas mesmo assim preocupa-me o facto de o Porto não ter, ainda, um fio de jogo, alguém que pegue na equipa e assuma o jogo. Tenho de destacar mais uma vez o Bruno Alves e Hulk, parece-me sinceramente que o Porto é B. Alves, Hulk e mais 9 jogadores. Falando ainda mais um bocado do Porto, comenta-se que o Porto está interessado no Kleber do Cruzeiro, pelas informações que me chegaram é um atacante com grande qualidade, mas preocupa-me uma vez mais que o Porto não tenha tentado contratar, aparentemente, algum jogador capaz de pensar o jogo. Nesta altura o Rodolfo deve estar a dizer que o Porto ainda não testou o Valeri, mas mesmo assim continua-me a parecer que não é jogador indicado para assumir o jogo, mas vamos esperar para ver.
O outro jogo do fim de semana foi a grande competição e um fantástico troféu, que é a Eusébio Cup, muito conceituada internacionalmente. Eu não vi o jogo, mas parece-me, pelo resumo que assisti, que a 1ª parte foi do Benfica e a 2ª parte foi do Milan. Enfim, mais um troféu para o Benfica, que foi o campeão da pré-época.
Relativamente ao Sporting calhou-lhe a fava, acho que a Fiorentina era o pior adversário possível, pelo que demonstrou o Sporting frente ao Twente não me parece que vá longe, vamos aguardar.

Abraço,
Fábio

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Vamos a isto!!!

Olá a todos os visitantes deste blog. Fui convidado pelo fundador deste cantinho de Internet para emitir opiniões e sentimentos sobre o nosso futebol.

Nunca tive o dom da palavra nem o dom da escrita, por isso se encontrarem comentários "broueiros" não liguem...

Quando de um grupo de amigos de aproximadamente 18 pessoas, apenas 2 elementos são Benfiquistas, sendo um deles do sexo feminino (Obrigado Ângela :D) que não liga puto ao futebol, sei que vou ser bombardeado de todos os lados e por toda a gente.

Mas cá estarei a defender a Minha Dama...

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Aposta Online

Bem, como sugerido pelo Rabaça aceito o desafio de fazermos previsões acerca do resultado do Porto e do Benfica.
Vou dar resposta às duas pessoas que fizeram comentários acerca do que eu escrevi.

Benfica:

Primeiro eu referi mais das minhas linhas ao Benfica porque tenho ficado agradavelmente surpreendido com o futebol que têm praticado, independentemente de isto não significar nada para o campeonato que se avizinha.

No ano passado se bem me recordo o Benfica fazia jogos medianos na pré-época, coisa que não tem acontecido neste momento.

Relativamente aos jogadores do Benfica: o Javi Garcia era um jogador que estava tapado por jogadores melhores que ele, Gago e Diarra, mas que quando jogava correspondia. O Javi Garcia pode não ser um jogador fantástico, porque se o fosse não vinha para o Benfica, mas temos de ver o clube e os jogadores que esse clube tinham para a mesma posição. O Javi Garcia é um jogador muito bom para a qualidade geral do campeonato português, e reafirmo isso.

Os jogadores nucleares que me referia são o Cardozo, Aimar e Di Maria, acho que foi boa politica não os ter vendido.

Porto:

O Porto em contrapartida perdeu dois jogadores nucleares: Lucho e Lisandro. O que eu digo é que o Porto não contratou ninguém com qualidade semelhante a estes dois jogadores, se bem se recordam o Lucho quando veio para o Porto era a estrela do campeonato argentino e com uma qualidade indiscutível. Eu não concordo nem nunca concordei com as contratações do Porto, compra em quantidade em vez de qualidade, preferia 3 jogadores de qualidade indiscutível do que 10 de qualidade duvidosa. Mas enfim, isso sou eu.

Estou totalmente de acordo que o Guarin não é jogador para ser titular no Porto.

Relativamente à defesa, gostei particularmente da contratação do Álvaro Pereira e do Miguel Lopes, são jogadores jovens e que são potencialmente titulares. Cá está, dois casos de qualidade indiscutível.

O Jesualdo acho que devia ter saído em beleza este ano, ganhou a dobradinha e ia embora, mas o PC preferiu que ele continuasse, tudo bem, é apoiar o homem porque ele é o nosso treinador.

Relativamente à Supertaça, não estou à espera de outra coisa que não seja a vitória do Porto.

A primeira aposta: 2-0 para o Porto.

Abraço,
Fábio

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Pré-Epoca

O 1º post vai obviamente sobre a pré-época.
Antes de mais tenho de dizer isto para que não questionem de que clube sou: eu sou adepto do Futebol Clube do Porto, e tenho muito orgulho em sê-lo.
Agora analisando, do meu ponto de vista, a pré-época.
Parece-me que dos 3 grandes aquele que se apresenta melhor é o Benfica. E vou explicar o porquê: contratou jogadores que são de qualidade inquestionável, Saviola, Keirrison, Javi Garcia, refiro estes porque são jogadores que já vi jogar muitas vezes e que tem qualidade indiscutível. Além da qualidade que estes jogadores vieram acrescentar ao plantel de qualidade que já tinham, Cardozo (o melhor ponta de lança a jogar em Portugal), Aimar, Di Maria, David Luiz, Sidnei, contrataram um treinador que pode fazer a diferença: Jorge Jesus. Este treinador pode não ter currículo absolutamente nenhum, mas ele nunca teve a oportunidade de treinador uma equipa dita grande, onde as probabilidades de ganhar são consideravelmente maiores.
Se formos a considerar os jogos da pré-época, que valem o que valem, a equipa do Benfica é aquele que parece ir mais avançada, quer na preparação física, quer na preparação psicológica. Os jogadores estão entrosados, a jogar como equipa, as individualidades trabalham em prol da equipa e não em proveito próprio, e tem um treinador que os conseguem meter no lugar deles e a jogar bom futebol, basta ver o jogo com o Porstmouth e com o Vitória de Guimarães, jogos mais recentes; isto sem contar com os jogos no torneio de Amesterdão. Outro factor para eu estar a gostar de ver esta equipa do Benfica é o facto de não terem vendido nenhum dos jogadores nucleares. Resumindo: na minha opinião este Benfica tem tudo para ser campeão este ano.
Como portista que sou não poderia deixar de falar do Porto. Ora bem, o meu Porto tem a desvantagem de ter perdido dois jogadores fundamentais: Lucho e Lisandro. Do meu ponto de vista os negócios a nível monetário foram excelentes, mas em termos desportivos tenho as minhas dúvidas. Tendo em linha de conta a importância destes dois jogadores o Porto parece-me a mim que não soube adequar bem a cobertura para estes dois craques. Se tivermos em linha de conta que quando o Porto contratou o Lucho este era o melhor jogador do campeonato argentino, neste momento o Porto não fez nada semelhante. O Belluschi é um bom jogador mas não tem a classe do Lucho, verdade seja dita. Acho que faltou ambição nas contratações do Porto este ano, preferia que o Porto tivesse contratado um jogador com a qualidade do Lucho e outro com a qualidade do Lisandro e pouco mais. Para o lugar do Lisandro o Porto contratou o Falcão, quando podia perfeitamente ter conseguido o Keirrison, que já marcou muitos mais golos do que ele e pelo que dizem é melhor avançado. Mas enfim, vamos esperar para ver. Se o Porto conseguir entrosar a equipa então temos muita fé, um Hulk em grande forma pode fazer muitos estragos a qualquer equipa.
Relativamente ao Sporting não tenho muito a dizer, aliás, quase nada. Contratou um bom jogador: Matias Fernandez e pouco mais.

Bem amigos, espero sinceramente que deixem os vossos comentários ou post's.

Abraço,
Fábio

Apresentação

A criação deste blog deve-se a um desejo particular que eu tinha em partilhar as minhas perspectivas futebolísticas com vocês.
Sendo assim serão todos convidados e terão todos acessos a postar o que bem entenderem. Gostaria que partilhassem as vossas opiniões sobre as novidades, informações, boatos, etc., futebolísticos.
Que comece a discussão.

Abraço,
Fábio