terça-feira, 9 de março de 2010

Há (Soares) Dias assim...

Ponto prévio: Antes da jornada deste fim de semana era esta a estatística:

Em 5 jogos arbitrados por Artur Soares Dias ou Jorge Sousa (ambos da região do Porto) aconteceram: 1 vitoria 3 empates 1 derrota, 6-7 em golos. Nos restantes 16 jogos do SLBenfica: 15 vitorias e 1 empate (alvalade) e 50-4 em golos.

Dos 11 pontos que o Benfica perdeu, 9 tiveram a mão destes 2 árbitros do Sistema Corrupto. Coincidências? Não há...

Depois dos empates em casa com o Marítimo na abertura da temporada e em Olhão(este merecido por não jogamos nadinha), à terceira tentativa conseguimos ganhar com o Sr. Artur ao apito!

Quando se tem falado na profissionalização dos árbitros, o Sr. Artur deu mostras que é um bom profissional e até faz trabalho de casa.

O jogo Benfica-Paços Ferreira foi a prova cabal de como um árbitro, ao longo da semana, pode estudar com todos os detalhes, a técnica e a táctica do jogo domingueiro para o qual está nomeado. Tendo antecipadamente conhecimento de diversos factos, neste caso, os resultados da jornada, e quais os jogadores que poderão ser colocados em risco de exclusão por acumulação de amarelos, poderá facilmente condicionar, não só o próprio jogo como também os próximos, através de acções simples como é o caso de amarelar quem tem de amarelar.
O exemplo foi flagrante.
Com subtileza e manhosice, o árbitro pôde, pode e poderá por si só, construir, ou ajudar a construir um resultado de uma partida, a não ser que a sua supervisão seja isenta e independente, o que hoje, ao nosso nível e mesmo a nível internacional, é pura e simplesmente uma miragem.

Ontem, só não foram concretizados alguns dos objectivos de terceiros, porque os jogadores do Benfica souberam ser mentalmente fortes, e foram indiscutìvelmente muito mais fortes que o seu principal adversário da noite – Artur Soares Dias.
Assistimos na Luz a uma autêntica “profissão de fé” do inefável Sr. Artur. Trazia a lição bem estudada e durante a semana aplicou-se exaustivamente no seu trabalhinho de casa. Com uma habilidade estonteante e enquanto o jogo e o fôlego dos jogadores do Paços permitiram, tudo fez para escamotear uns pontinhos ao Glorioso. Nem que fosse um só ponto. A destreza foi tal, que até o próprio público da Luz ficou por largos minutos atónito e pensativo, interrogando-se como era possível, tanto descaramento e indecência…
Foi uma arbitragem execrável, vergonhosa e na linha daquelas que têm feito os árbitros da associação do Porto quando se confrontam com o Benfica. Seja em casa ou fora, exibem com insolência o seu instinto premeditado e persecutório contra o Glorioso, dando sinais evidentes de que a teia montada há três décadas pelo fcp, e que envolve o futebol e em especial o seu sector, continua indestrutível.

Artur Soares Dias, tal como o seu falecido pai, não enjeita oportunidades para mostrar de que lado está. Ontem foi mais uma.
A linhagem tem vindo a ser definida há muito tempo. E tal como Paulo Costa, que em breve arrumará o apito, tal como Jorge Sousa, um dragão militante e intragável, e Rui Costa, irmão do Paulo e do piorio, fiel seguidor das suas pisadas, o próximo passo de Arturinho é a sua internacionalização. Para estas coisas é que serve o Benfica. Para ser a prova real de que durante a carreira o árbitro cumprirá zelosamente a missão e as ordens superiormente dadas.
Não vi ainda nenhum jogo em que o Benfica interviesse, em que Artur Soares Dias não tivesse prejudicado escandalosamente o Glorioso.
No que tem podido, tudo tem feito!
Ontem, reteve, até onde pôde, a exibição de cartões amarelos aos jogadores do Paços, mas foi lesto a exibi-los aos nossos. O cartão amarelo a DiMaría é um atentado ao futebol, depois de ter sido alvo de uma perigosa gravata e ter sido atirado ao chão!

Jorge Jesus não deverá ter ficado nada agradado com esta demonstração de Arturinho, de fidelidade à causa. Conhecendo como ninguém estas areias movediças, na conferência de imprensa após o jogo, brindou-o com duas frases lapidares:
- “Este é um árbitro jovem, com muita técnica”.
Até me atreveria a colocar técnica entre aspas, dada a ironia com que fez esta observação. A outra foi:
- “Os árbitros têm muita teoria, lêem muitos livros, mas têm de perceber mais de futebol”.
Ainda no flash-interview, JJ não se esqueceu de alertar para a coincidência em que os alvos foram Luisão e Saviola. Ao terem sido amarelados por Arturinho, poderão estar em risco de não jogar contra os brácaros no caso de apanharem novos amarelos no próximo jogo que é fora contra o Nacional.
Sorri quando ouvi estas tiradas de JJ. Mas o recado já está dado. E era bem importante que JJ desse este sinal.

O que é um facto, é que Artur Soares Dias entrou em campo sabendo que os “outros”, especialmente o “outro”, o da sua terra, tinham empatado. Sabia que só com contínuas habilidades, conseguiria travar o inevitável – a obtenção dos três pontos por parte do Benfica. E também sabia e sabe, que sobrecarregar de amarelos os jogadores do Benfica é trazer-lhe cada vez mais, maiores dificuldades.
Fê-lo bem. Muito bem mesmo. Só que não chegou. A primeira parte foi uma sequência magistral de piruetas. Desde livres fantasmas e cirùrgicamente marcados perto da área do Benfica até às intimidações de Luisão, DiMaría e outros, foi um chorrilho assustador. No entanto, a realidade foi cruel para a consecução dos seus insondáveis desígnios. O Paços teve na segunda parte uns tímidos arremedos que não deram para mais.
Este é mais um árbitro perigosíssimo. Um árbitro de apitadelas pérfidas e lastimáveis, a quem só faria bem uma lesão irremediável num dos seus joelhos. Poderia continuar a vestir orgulhosamente o pólo azul e bronco, da côr da corrupção desportiva na forma tentada, mas nunca mais o exibiria no relvado do Glorioso Templo.
Essa é que é essa!

Muitos já dizem que o campeonato está no papo, para mim não! Estas e outras artimanhas andam a ser preparadas para os nosso jogadores. Estou seguro que a minha direcção e equipa técnica saberá responder a estes ataques!

Um abraço a todos!

sexta-feira, 5 de março de 2010

Queirózzz...zzz...ZZZ....zzz...ZZZ...zzz

Não me revejo nos assobios à selecção (acho que nunca o faria), mas não deixo de os compreender e aceitar como naturais. Os caminhos que Carlos Queiroz tem trilhado no comando técnico nacional põem-no - a ele e, consequentemente, à equipa - a jeito desta triste situação.

A entrevista de ontem à noite à RTPN confirma a ideia de um homem é obcecado com a organização e o método, mas que, no meio de um discurso requintado, acaba por deixar o essencial perder-se nos labirintos do acessório.
Ouvimo-lo falar, e nota-se que a música com que fala abafa a letra daquilo que diz. Não consegue fugir à lógica do formador, que nem sempre se cruza com as exigências imediatas de uma selecção com ambições.

A maioria das questões mais pertinentes ficou sem resposta objectiva, e as contradições foram inúmeras. Manifesta a todo o momento ser um homem de gabinete, um puro académico/estudioso, mas nunca um grande técnico de banco. Assim o prova, aliás, o seu curto currículo, pontuado por vários despedimentos.
Muitos dos jogadores estão já saturados das suas redondas e longas palestras. Mas a eles, como a nós, não resta alternativa: temos de o suportar até ao Mundial.

Não confundo a selecção com o treinador que a orienta, assim como nunca confundi o Benfica com Artur Jorge ou Jesualdo Ferreira. O meu apoio será sempre incondicional, sobretudo a partir do momento em que a competição for a doer.

Não deixo no entanto de manifestar a minha preocupação ante aquilo que vejo. E não apostaria um pau de fósforo queimado na possibilidade de, com este treinador, passarmos sequer da fase de grupos. (Oxalá me engane)

NOTA FINAL: A minha sorte é que Queiroz não me conhece. Caso contrário suponho que estaria sujeito a levar uns socos quando me cruzasse com ele no aeroporto.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Questão do Título

Boa tarde,

Tenho de realçar que gostei da atitude do Jesualdo no final do jogo contra o Sporting:

O treinador do FC Porto admitiu esta noite, depois da derrota sofrida diante do Sporting, que a sua equipa perdeu por culpa própria. «O resultado foi consequência da exibição», disse Jesualdo Ferreira.

O técnico do campeão nacional não teve problemas em reconhecer a superioridade do Sporting nesta partida. «Tivemos um mau jogo, entrámos mal, sem agressividade, sem postura competitiva. Vá lá saber-se e explicar-se as razões... O Sporting entrou bem, cometemos erros e não fomos capazes de reagir», assumiu Jesualdo Ferreira.

O treinador dos dragões reconheceu que o jogo acabou por ter momentos chave: «Sofremos um golo logo aos seis minutos, outro aos 45 e outro no início da segunda-parte... Os golos, no entanto, aconteceram porque o Sporting trabalhou para isso. Perdemos este jogo com mérito do Sporting».

Jesualdo Ferreira lembrou que o FC Porto ainda é campeão e assegurou que os seus jogadores tudo farão para se manterem no topo. «Enquanto os pontos em disputa nos permitirem lugar pelo título, vamos manter os mesmos princípios. Em 15 jogos perdemos um e hoje aconteceu o mesmo que há um mês no Dragão, mas no sentido inverso...»

O técnico dos dragões destacou ainda a carga de jogos a que a sua equipa tem sido sujeita: «O FC Porto teve a primeira semana desde 2 de Janeiro sem um jogo a meio da semana. Esta tem sido realidade do FC Porto, pelo que em algum momento vai haver uma exibição menos conseguida. Todas as equipas passam por situações destas, principalmente as que jogam a este ritmo».

Parece-me que foi sensato da parte do Professor ter dito que o Porto perdeu bem, foi um discurso em que não se escondeu atrás das arbitragens e disse a realidade, o Porto não jogou bem, e vá-se lá saber porquê, como ele disse.

Sendo eu bastante crítico ao Jesualdo também não posso deixar de realçar que neste caso ele foi coerente e admiro isso nas pessoas, por isso quero deixar aqui a nota de destaque para o Professor Jesualdo.

Abraço