sábado, 4 de setembro de 2010

A Podridão da Selecção (até rimou)

Ontem assistimos a um triste espectáculo da Selecção Nacional; uma defesa que deixou passar todas as bolas duma forma leviana como nunca se tinha visto; um meio campo com alguma imaginação, mas sem um patrão; e um ataque vitima das limitações inerentes aos escassos avançados, já nem digo um grande avançado de classe mundial, que esta selecção têm.

Agora vamos então fazer uma discussão sobre o porquê disto. Será culpa dos jogadores? Da organização, ou falta dela, da Federação Portuguesa de Futebol? Ou por fim de Queirós?

Sinceramente, parece-me uma salgalhada dos 3.
Por um lado não vejo o empenhamento por parte dos jogadores da selecção como vejo na selecção dos "nuestros hermanos"; o Ronaldo fez uma triste figura no Mundial, onde só faltou marcar os pontapés de baliza; a lesão do Nani (mal explicada), no seu pico de forma foi um rude golpe às aspirações portuguesas; em contrapartida vimos um Fábio Coentrão a jogar e a fazer jogar, um Eduardo em grande forma.
A organização da FPF deixa muito a desejar e as caras que estão à frente dele já estão à demasiado tempo, estou a referir-me a Gilberto Madaíl, Amândio Carvalho (espero que ele não me coloque um processo em cima) e outros que deviam ter vergonha na cara e sair.
E por fim Carlos Queirós que não me parece que teve pulso firme sobre determinados jogadores, de destacar o Ronaldo, que nitidamente em baixo de forma deveria ter sido relegado para o banco de suplentes. Ele ao deixar o jogador em campo diminui a sua posição de força e também prejudicou o jogador ao deixa-lo jogar, aliás não jogar, durante os jogos todos.

O jogo de ontem foi resultado de um desnorte por parte da selecção nacional, que parecia que estava sem vontade de jogar. Aqueles falhanços na defesa parece de uma equipa amadora, e não nós podemos esquecer que os jogadores que jogaram foram aqueles que durante o Mundial só sofreram um golo.

Abraço,

Fábio Pinheiro

1 comentário:

  1. O processo Carlos Queiroz mostra que, mais de 20 anos depois de Saltillo, os bastidores do futebol português continuam sombrios, cheios de esquemas, sem muita gente competente, com coragem e sentido de responsabiliade.

    A mesma Federação que classificou como positiva a participação no Mundial, movimenta-se agora na sombra mas dando nas vistas, para conseguir correr com o selecionador.

    Não há dignidade nenhuma: é só chamar o homem, fazer as contas e seguir em frente. Muito obrigado, mas não contamos mais consigo, temos outra ideia, é o futebol, tome lá o cheque.

    Em vez disto é esta pouca vergonha. Se eu fosse jogador, se calhar também diria nesta altura, não contem comigo. Tudo é mau: a Federação, o seleccionador, as associações, o presidente da Federação, o infeliz secretário de estado do Desporto. Tudo é lamentável.

    Nada que não estejamos habituados a ver no nosso futebolzinho da treta: amigos, amiguinhos, esquemas e mafias... enfim o Polvo está vivo e bem vivo.

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